segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vinte Anos

Hoje é dia quatro de Janeiro. Acordo às 10 da manhã, visto o que tinha planeado, na noite anterior antes de adormecer. O vestido preto que usei quando fiz vinte anos. Se fosse um desenho animado teria mais 10 vestidos iguais, como não sou, tenho só um e uso-o muitas vezes. Mas o dia de hoje não é meu, é de um amigo, meu. Vinte anos tem esse meu amigo. E hoje, dia quatro, faz anos. Vinte. E qualquer coisa… O que interessa é que tem vinte. E que para o ano vai voltar a fazer vinte (e qualquer coisa).

O almoço de comemoração acontece na tasca, a três quarteirões da faculdade, é regado a sangria, servida num jarro bastante sui generis, conversa animada na qual sucedem várias intromissões do empregado de mesa, que se acha, naturalmente, muito espertinho. As revelações mais promíscuas do reveilloin, vêm há baila. Este tema ainda consegue dar pano para mangas. E os pormenores ácidos contrastam com a doçura das vozes que os relatam. Gargalhadas e olhares de espanto são recorrentes.

Numa tasca não há velas nem mariquices que tais, por isso também não se cantam os parabéns. Não vá o diabo tecê-las. Valeram os trinta cêntimos de benesse do garçon, como gesto de pura simpatia pelo amigo aniversariante. Os presentes, esses, vieram mais tarde, já na companhia de uma chávena de chá de maçã-canela e num ambiente menos brejeiro. Mas antes que se fizesse tarde, todos regressam às suas casas, não vá alguém achá-los ridículos!


2 comentários:

Inês disse...

Aahah que giro. Pois foi...assim que aconteceu :D e agora de volta ao estudo, antes que esta situação se torne ridicula...

Zé-do-Telhado disse...

Parabéns ao amigo, pelos vinte e tal e pela comemoração esforçada em tempo de crise. Boa sorte nesses exames Bolachas! *