quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Que tal...uma banheira de espuma
domingo, 15 de novembro de 2009
Downtown Benfica
Havia um plano, mais ou menos delineado… o sitio e o dia estavam marcados. Comprámos roupa nova, e desprendemo-nos da ideia de conforto com tal naturalidade que nem uma unha encravada constituiu problema ao uso de uns sapatos altos acabados de sair da loja. Tudo em nome da noite desejada. Desdenhámos as competências da nossa companhia, depois de se recusarem a vir buscar-nos. Mas lá fomos contrariadas apanhar o autocarro da carris, sujeitas a adversidades tais como a humidade do ar e as pedras irregulares da calçada. Mas tudo bem… chegámos ao destino. E com a atitude de quem pensa jantar esparguete com bacon tocámos insistentemente à campainha.A mesa está posta… e não há tachos de alumínio, nem esparguete nem bacon. Surpreendentemente, os copos são de pé alto, há velas de cheiro, há uma travessa com pedaços de fruta, outra com carne, vários molhos e todos os utensílios do fondue harmoniosamente dispostos em cima de uma pequena mesa redonda. Brindámos a clichés ao som de blues… bebemos vinho do porto frutado e pegámos com classe nos copos... foi em Benfica mas podia ter sido num qualquer apartamento de tecto alto em Manhattan.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Tomás (nome fictício)
Esticava os cabelos de caracóis anárquicos em suaves madeixas loiras, que puxaria para trás a cada dois segundos. Por ti, mudava o nome para Carlota, adicionava um Joaquina, mais um, dois, quem sabe até três nomes estrangeiros. E fazia com que me tratassem pelo diminutivo mais o nome mais sugestivo e importante. Por ti, ao teu lado, trocava o riso alarve pelo sorriso aberto, branco, branqueado, brilhante, na minha pele morena de solário. E substituía o subtil pelo sugestivo, trocava-te as voltas, entre insinuações e disfarces, num flirt manejado com arte. Por ti conduzia um smart. Preto, dois lugares, com o labrador pura raça no teu colo, mais a prancha no tejadilho, e prometo, ia a todos os teus treinos de râguebi. Por ti…aos teus pais, escondia o tolo orgulho de crescer nos subúrbios, Cascais! mentiria eu, em tom afectado, quando em coro me perguntassem onde nasci. Por ti, abdicava da cerveja, gelada, e só bebia vodka limão. Por ti punha de lado a ridícula necessidade de ser diferente e aderia ao padrão. Menina boa, rica família, um cavalo. Por ti, e por esse teu jeito desajeitado e preguiçoso de ser, criava uma conta no Facebook, deixava de lado os All-star gastos e só calçava Timberland, Merrel e uns flip-flop bem altos no Verão.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
麻雀

Vinte e muitos de Outubro, o mês por excelência da castanha, do encurtar dos dias, de uma melancolia sublime que se sente nos olhares e nos sabores. O calendário marca Outono. Mas parece ainda Verão. Sempre ouvi dizer que um Outubro quente não traz boa coisa. Mas não me queixo.
A noite é bem temperada, tornando-se mesmo ofegante em certos momentos. Manga curta, roupa leve, não destoamos e damos nas vistas. Hong-Kong é o mote. E seguimo-lo (quase) à risca… Digamos que vamos na onda dos olhos em bico. China e Japão para nós, é como Portugal e Espanha para os americanos - a mesma coisa.
A última garfada (os pauzinhos são bons é para prender o cabelo) de mussaka ainda não chegou ao estômago e já estamos em passo acelerado rumo ao metro mais próximo. Começou a corrida. Damos graças pela pontualidade dos outros (também) não ser britânica e por termos uns sapatos de boa qualidade. Chegamos a tempo, o filme ainda não começou! A comunidade chinesa ainda nem se quer entrou.
Sparrow, é o filme. Um filme que tem uma óptima banda sonora. Mas o importante a reter é: se um pardal vos entrar pela janela dentro enxotem-no imediatamente ou poderão acontecer-vos coisas muito más. Foi no mínimo um melodrama surpreendente numa bela noite de Outono.
domingo, 11 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
(fuga à) Rotina
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Subalternos
Saltando todos os dramas reais do quotidiano inerentes à obtenção de um passe, que ligam os exasperados cidadãos uns aos outros criando laços de afectividade tão fortes como efémeros, e que permitem a senhoras de sessenta e cinco anos dissertar não só sobre o filho e o seu hobbie favorito: tunning de computadores mas também de forma detalhada sobre as suas intervenções cirúrgicas sem qualquer peso na consciência pelo mal que faz ouvir coisas que não nos interessam…foi agradável voltar à capital.